De todo material gerado pelas discussões do #NBC2010, evento idealizado pela @goodpeopleshare, resolvemos selecionar os momentos/temas mais pertinentes para nossa realidade, de agência que participa ativamente das mudanças e convergências da comunicação. O esquema lá foi o seguinte: perguntas foram enviadas previamente para os palestrantes e, à medida que eles iam respondendo as discussões iam surgindo naturalmente.
Matt Smith, da The Viral Factory, deu uma aula sobre campanhas virais ou sobre como fazer uma marca se tornar visível online. Além de proporcionar uma das melhores palestras do evento, chamou a atenção pela sinceridade. Mesmo mostrando alguns dos maiores fenômenos virais da internet, ele exibiu também alguns fracassos. Matt ressaltou que muitas vezes é preciso dividir com o cliente os riscos, e em alguns casos, admitir: “we fail”. Um viral é algo quase orgânico, e apesar de ser criado com a intenção de viralizar, ele depende de muitos fatores imprevisíveis. Não existe fórmula e o que funcionou em um vídeo pode não funcionar mais no próximo.
Muitas vezes o cliente chega para eles e diz: eu quero um vídeo igual a esse. Nessas horas é preciso “traduzir” para: quero um vídeo tão original, legal e com capacidade de viralização como esse. E dentro desse exercício de criatividade, ele mencionou também que muitas vezes clientes, marqueteiros e agência estão muito focados na marca e no produto e acabam se distanciando sobre o que é interessante de verdade para o consumidor.
Outro fator discutido foi que não há necessidade de assinar com marcas ou “forçar” a barra num merchandising. Um viral não é necessariamente brand content, é mais simpático fazer um vídeo que as pessoas gostem, incorporem, passem adiante e que fiquem sabendo que quem proporcionou isso a elas foi uma marca, do que tentar viralizar um comercial. Para terminar, nos grupos de discussão após as palestras, surgiu a questão dos custos. E uma das principais conclusões foi que o vídeo viral não necessariamente é mais barato que um comercial produzido para a TV. A economia vem por não ser necessário pagar mídia para veiculação. O que por si só já representa uma redução na maior parte dos custos.

Como ele disse, existe um monte de sites ansiosos para publicar conteúdo divertido, curioso, bem feito. Você pode pagar para alguém postar um conteúdo, um publieditorial, mas não precisa necessariamente fazer isso. Se o conteúdo interessante a divulgação é natural.
Agora vamos de Jeremy Heimans, da Purpose, que falou com muita propriedade de movimentos de engajamento como o LiveStrong, o GetUp Australia, o Global Zero e, trazendo para a realidade brasileira, o Avaaz.org que foi o responsável por bombardear as caixas de e-mail de parlamentares brasileiros pela aprovação da Lei Ficha Limpa.
Uma coisa muito legal que Jeremy disse é que, para construir movimentos grandiosos precisamos mudar o comportamento e as práticas culturais, não apenas a política. E é a verdade. Não basta criar um movimento e esperar adesão geral, sem trabalhar em diversas instâncias para estimular isso.


Last but not least, temos David Eriksson da North Kingdom, empresa com um know-how fantástico e cases de sucesso em projetos de envolvimento em grandes comunidades através de jogos que mobilizam milhares de pessoas em torno de uma marca. David falou sobre como fazer comunicação em novas plataformas envolve riscos que devem ser assumidos pelas marcas que estiverem de fato dispostas a inovar.
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O #NBC2010 foi um exemplo de como eventos de comunicação integrada tem de ser. Estimulantes em todas as instâncias e com discussões paralelas para alimentar variados tipos de visões. E, mais importante, que incentivem a participação. Convenhamos que, e estamos em um evento que fala de novas formas de comunicação, como continuar no padrão antigo de palestrante fala, pessoas ouvem e ninguém questiona ou discute? Nem combina.
E que venha o #NBC2011. o/
Com informações do Braisntorm9, BlueBus e de nosso diretor de criação Dimas, que tava lá participando.