Guerrilha Brasil

Ousadia. Criatividade. Timming. Baixo Custo. Buzz. Termos bonitos, mas que nem sempre funcionam juntos. E quando funcionam, olha… É felicidade pra todas as esferas. Cliente, anunciante e agência, todos recebem seu retorno favorável.

É bonito também ver as empresas brasileiras apostando no novo, no até então desconhecido. E percebendo que a relação com consumidor não pode ser mais distante e fria, mediada apenas pela tela da TV e da forma que você decide falar do seu produto. A propaganda 2.0 é mais palpável, mais real, mais sensitiva, mas próxima. São os consumidores tendo verdadeiras experiências com marca.

Pra não perder o costume, vamos adiantar o disco e mostrar o que interessa: os exemplos.

Hotéis Cesar – Já planejou suas férias?

Com muita criatividade, a rede de hotéis Cesar conseguiu impactar utilizando sua principal arma de venda: DESCONTOS. A ação, criada pela Santa Clara, usou uma única inserção no Fantástico de um comercial produzido por Thiago Falvino – o coordenador de marketing da rede Caesar . Imaginem só a reação da típica família brasileira, assistindo a esse comercial numa noite preguiçosa de domingo:

NatGeo – Tabu

downloads2

Outra ótima forma de impactar seu target é usar a criatividade para gerar mídia espontânea. Regra clara: ação com bom material e timming, vira notícia. E foi isso que a NatGeo, junto com a Espalhe, conseguiu ao executar uma ação inesperada de PR Stunt: suspendeu um adepto da modificação corporal a 50 metros do chão da principal avenida do país. E conseguiu, além da visibilidade no local, um enorme volume de mídia espontânea e buzz em redes sociais com a transmissão ao vivo da ação.

Penalty – Recorde Mundial de Tatuagem

downloads3

Futebol = paixão. Porque não usar a paixão do torcedor para criar identificação com uma marca? Já vimos um pouco disso no post onde falamos do Case Ale. Só que essa ação vai um pouquinho mais longe. Os torcedores do Vasco da Gama foram convocados a colocarem seu time no livro dos recordes com o maior número de tatuagens realizadas em 24 horas. Foram 806 tatuagens feitas em menos de 23 horas e milhares de torcedores impactados.

Segura que ainda vem muito mais.

Guerrilha – O Case Ale

Fronteira? Isso não existe mais para a empresa que quer conquistar a atenção de seus clientes. De bonecos e camisas gigantes, passando por pessoas suspensas pela pele a 50 metros de altura e chegando a sofás espalhados por um metrô; as marcas estão topando as maiores loucuras para ficar na posição de top of mind de seus consumidores. A partir de agora vocês vão ver aqui no blog da hagua, exemplos de ações de marketing de guerrilha que causaram o efeito “Nossa! Olha só o que eles fizeram!” e marcaram o sucesso de diversas marcas pelo Brasil e pelo mundo.

Case Ale

Aqui no Brasil é difícil pensar em ações bem sucedidas de guerrilha e não se lembrar imediatamente da Ale Combustíveis, que é uma das empresas brasileiras que mais apostaram na guerrilha urbana. Junto com a agência Espalhe, eles realizaram ações que conseguiram posicionar e amplificar o alcance da sua marca de forma rápida e acertada.

Livro para voar

Book Crossing é o nome do movimento internacional que motiva as pessoas a esquecerem livros em locais públicos para que possam ser encontrados e lidos. Os adeptos do movimento são munidos de um sentimento de desejo de libertar livros, não só os que são repetidos ou esquecidos nas gavetas, mas aqueles que fazem parte da cabeceira, ou que foram importantes no curso da vida.

Em 2008 a Ale libertou 6.750 livros em 134 postos da marca Ale, nas cidades de Natal,  Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Vitória e Rio de Janeiro. Essa ação trouxe um retorno de duas a três vezes o investimento em exposição de marca na mídia, além de provocar um aumento na visitação do site corporativo da marca. E acreditem ou não, os livros continuam sendo esquecidos por aí até hoje.

colagens3

O maior boneco de posto do mundo

Nada melhor pra chamar atenção do que uma coisa BEM GRANDE, não é? Tenho certeza que quando você leu a frase anterior, colocou uma ênfase maior no bem grande escrito em caixa alta, negrito, fonte 28. Foi nisso que o pessoal da Ale pensou quando instalou num posto SAT – em Natal/RN – um boneco de posto do tamanho do Cristo Redentor. ‘Poucos’ 30 metros de puro sacolejo ao vento. O Bonecão foi um projeto criado para avisar aos consumidores potiguares que os postos SAT passaram a adotar a marca ALE. Imaginem o tanto de mídia espontânea que esse boneco gerou?

posts-blog1

Dia do Flamengo

Aqui no país do futebol a gente sabe que o torcedor acostuma com o patrocínio que vem no manto sagrado de seu time, concorda? Quando começa o muda muda de um pro outro é comum ouvir um “Poxa, gostava mais de antes…”. Por isso, a Ale acreditou na guerrilha para se aproximar desse torcedor e criar uma identificação positiva com a marca, quando fechou o contrato de 3 meses de patrocínio com o Flamengo.

posts-blog3

Um camisão de 210 m2 com a marca ALE, foi estendido em um prédio na Gávea (Rio de Janeiro) no Dia do Flamengo. Além da emoção causada nos torcedores do time carioca que passavam no local, a ação apareceu por quase 1 hora em todas as TVs abertas do país e em todos canais de esporte.  E ainda tiveram fotos gigapanorâmicas tiradas da torcida do Flamengo, que levaram mais gente para o site da ALE em cada hora de patrocínio do que em um mês normal.

resultados-da-pesquisa-por-post

Tá entendendo agora como, com ideias simples, sua marca pode alçar uma visibilidade enorme? Vê como é possível se aproximar do seu target abusando de criatividade? Segura aí que isso é só o começo do que vamos te mostrar. Amanhã tem mais um post sobre guerrilha.